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Me, myself & Her

Me, myself & Her

27
Ago17

O altar de Pessoa(s)

Não sei quando começou esta admiração.

"Nunca pude admirar um poeta que me foi possível ver"

Nascida 110 anos depois do seu nascimento, 63 anos depois da sua morte...

De facto nunca me foi possível vê-lo... Mas se o visse saberia qual deles estaria a ver?!

"Ver será sempre a melhor metáfora de conhecer"

Person.jpg

Sem ver admiro, sem ver tento conhecer.

Leio sobre campos (especialmente Campos), fábricas, mares (e outras Odes), mensagens e desassossegos.

Leio, releio, viajo...

E se as viagens são os viajantes, se o que vemos é o que somos... Pergunto-me se algum dia será possível possuir tamanho génio... e sonho. Mesmo sabendo que o "sonho é a pior das cocaínas, porque é a mais natural de todas".

Não me meto em cocaínas, ópios, nem drogas semelhantes... Só leio!

Mas se "ler é sonhar pela mão de outrem" volto a meter-me na cocaína mais natural de todas.

Perco-me nela sem pensar e assim sei existir.

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Percebo assim que em mim um percurso é traçado.

Sem uma concreta data de início e sem uma visível data de término.

Traço a traço a admiração cresce... E com ela cresce também o altar de Pessoa(s).

Mais um livro aqui, um marcador acolá, uma réplica do quadro de Negreiros, ...

Uma coisa ou outra que vai enchendo caixas e paredes de Pessoa(s).

Altar.jpg

 Uma coisa ou outra que alimenta o sonho da escrita e quando dou por mim...

"Tenho em mim todos os sonhos do mundo"

Então prossigo simultaneamente dois dos mais poderosos sonhos que em mim há...

O de um dia poder também escrever uma obra e o de um dia poder perceber o possível (provável) transtorno de personalidade que tamanho génio possuía.

 

B & M