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Me, myself & Her

Me, myself & Her

De Portugal para o Mundo

05.09.17

Uma vez alguém me disse: "Não podes conhecer realmente a alma de alguém se não falares a mesma língua".

O nosso idioma faz parte de nós, do que somos, da nossa essência... da nossa alma, se quiserem.

A vozinha dentro da nossa cabeça, com a qual conversamos diariamente e revelamos os mais profundos segredos e pensamentos.

Tudo isso é envolvido pelo nosso idioma.

E conhecer alguém? O que significa? Saber o que fez no dia anterior ou o nome de utilizador do Instagram?

Conhecer alguém é saber os seus medos, as suas ambições, o que faz os seus olhos brilhar de entusiasmo, os seus sonhos, o passado e o futuro. A alma, a essência. O que de tão interessante e único tem o ser humano. É precisamente isso que quero conhecer de quem se cruze no meu caminho. E quero conseguir retribuir.

Por isso é que a ideia inicial não só me apaixona como me motiva todos os dias, desde há vários anos.

Português.jpg

 

Comecei por dizer "água" e depois "mãe". Quando dei por mim já dizia "gracias" e "te quiero".

Eis que nasceram as duas línguas mãe. E perguntam-me como é crescer como bilingue (como se de um ser superior me tratasse)... Bem, passa por misturar os dois idiomas, esquecer-me de palavras num e dizer no outro.

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Uns anos mais tarde, entre a escola, a música e as séries, passei a proferir um "hello" ou um "oh my God".

Com duas maternas e uma terceira, começou a crescer em mim o bichinho das línguas.

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Então aprendi a arte do "ça va" e do "au revoir".

Não esperava eu que esta arte me levasse numa aventura a Paris.

Francês.jpg

Quando já andava a sentir falta de mais idiomas, eis que tropeço com o "ελληνικά". Grego foi a língua que o meu Erasmus me deu (mais um pouco de polaco e húngaro). "Eυχαριστώ!".

Greek.jpg

Tantas almas que tenho a sorte de já poder conhecer. Mas tantas mais que ainda estão por explorar.

Então, apaixonei-vos também?

 

B & M